
O genial pintor holandês, reconhecido como um dos maiores pintores da história, nasceu em 1853, filho mais velho de uma família protestante. Com uma história de vida conturbada e um final trágico provocado por sua instabilidade emocional, Van Gogh construiu um enorme acervo de obras, principalmente no final de sua vida quando já estava bastante debilitado.
A doença mental que se apodera dele e que, mais tarde será identificada em seus outros irmãos, o levou a cortar o lóbulo da orelha, a tentar matar Gauguin com quem ele morava e o levou a dar um tiro no peito que o matou dois dias depois. Se observarmos sua trajetória pela ótica burguesa de quem soube se estabelecer na vida diríamos que ele foi um fracasso. Nunca se estabilizou em um emprego e exerceu diversas profissões antes de se dedicar á pintura; não conseguiu se estabelecer como pintor e só vendeu um quadro enquanto estava vivo, quem o sustentou foi seu irmão Theo por quem nutria grande respeito e foi seu alicerce financeiro e emocional; nunca se casou mesmo tendo feito alguns pedidos de casamento.
A intensidade de suas emoções transborda para as telas e sua obra é cheia de cor e intensidades, com amarelos incandescentes como o sol ou os girassóis e vermelhos intensos. Quando Jorge Coli nos apresenta a ideia de discurso artístico como a forma de comunicação que o artista estabelece com seu público, ele traz o pensamento de que o discurso dessa obra nos arrebata, ou seja, que ela nos modifica pela emoção, pelo que é transmitido pelo sensorial. Toda a obra de Van Gogh tem essa intensidade. Se observarmos suas primeiras obras, ainda escuras, sem a luz do impressionismo, vemos que elas são densas como as pessoas retratadas, são duras, grotescas, maltratadas pela vida. Já seus girassóis, seus campos de trigo, são iluminados e quentes como a natureza. Em suas cartas ao irmão Theo ele salienta como a sua pintura está relacionada á natureza e que, mais do que retratá-la, ele precisa senti-la.
Sua obra apresenta transições de estilos e experimentações que também permitem que seja criado um discurso sobre a arte, sobre o fazer artístico, tanto dentro do seu próprio trabalho como dentro da história da arte. Van Gogh alegava que não compreendia os impressionistas e procura desenvolver uma técnica própria onde usava o pontilhado para dar forma e volume. Mais tarde abandona a técnica do pontilhado porque tinha mais pressa em chegar a um resultado. Quando sua doença fica mais séria ele abandona as pinceladas para começar a pintar em pequenas espirais.
Classificado como um pós-impressionista, ele influenciou toda a arte do século XX, “com ele, a emoção voltou à arte, transformando-se em fonte primordial de inspiração e objetivo final de toda criação“ (Disponível em < http://www.arteducacao.pro.br/artistas_internacionais/vangogh/vanvogh.htm > Acessado em 02 de dezembro de 2011.). Hoje seus quadros valem milhões e sua obra é um marco para a arte moderna.
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