Historicamente arte e ciência caminham paralelas, mas com linhas curvas que hora se aproximam ou se unem e outra hora se distanciam. O princípio de aprendizagem tanto da arte como da ciência está na experimentação prática do fazer e, na Idade Média os discípulos acompanhavam os mestres e iam descobrindo na prática tanto os fazeres artísticos quanto os domínios da ciência.
Com o desenvolvimento do academicismo e a criação das escolas os caminhos se distanciaram e arte e ciência chegaram a ser consideradas áreas antagônicas. Uma não reconhecia a outra como processo de aprendizagem intelectual e prático. Esse afastamento vai ser difundido por um longo período até que novamente se encontram nas obas de grandes mestres que unem a matemática ao fazer artístico usando recursos para a profundidade, perspectiva e criação da terceira dimensão. Exemplos de artistas que se apropriam desse fazer são Leonardo Da Vince, Picasso, Escher, dentre outros.
E hoje em dia? Como estamos nos relacionando com a virtualidade? Qual a arte que temos nos dias de hoje? Na verdade temos várias. As práticas não foram banidas e sim acrescidas de outras.
"Esta mudança de paradigma vem sendo modificada constante e sistematicamente pela ação dos meios tecnológicos, que, como a fotografia, cria o "Museu Imaginário" como "imprensa das artes plásticas" (A. Malraux, 1951) e a reprodutibilidade da obra de arte (W. Benjamin, 1980). Processo este que continua atuante com o crescimento das tecnologias de base informática e eletrônica que providenciam recursos e instrumentos para todas as atividades humanas, incluída a arte."
(“Arte/Ciência: Uma Consciência ” - Disponível em< http://www.eca.usp.br/cap/ars1/arteci%C3%AAncia.pdf > Acessado em 28 de novembro de 2011)
Ainda temos o artesanal, mas mergulhamos na arte tecnológica, no mundo virtual, na possibilidade interativa, na construção efêmera, na produção científica da arte. Para fazer arte integrada à tecnologia não nos basta ter habilidades manuais ou uma boa ideia. É preciso dominar a tecnologia, saber fazer uso do recurso oferecido por ela, entender quais os desdobramentos que estão implícitos na técnica.
Estamos diante de possibilidades infinitas, mas de domínio de poucos artistas. São criados programas específicos para a realização de uma ideia, como também são desenvolvidos equipamentos de imagem e som de última geração que permitem o estudo científico de se tornar uma obra de arte. Novamente temos arte e ciência se aproximando, ou melhor, se entrelaçando, criando uma possibilidade híbrida.
Penso como Einstein que para a imaginação humana não tem limites, então para descobertas e invenções científicas e artísticas existe todo um campo de probabilidades!
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